A instalação da ASM Industries no porto de Aveiro implicará a construção dos primeiros 200 metros da frente de cais que servirá a ZALI, avançou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o presidente da APA, João Pedro Braga da Cruz.

Porto de Aveiro - ZALI

A nova unidade industrial do grupo A. Silva Matos produzirá estruturas metálicas offshore. Ocupará uma área de 72 mil metros quadrados na ZALI do porto de Aveiro, iniciará a laboração no primeiro quadrimestre de 2019 e deverá processar, nas três linhas de produção previstas, cerca de 35 mil toneladas de aço/ano.

O investimento agora contratualizado, em cerimónia “apadrinhada” pela ministra do Mar, começou a ser negociado “em Setembro de 2015”, avançou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o presidente do Porto de Aveiro.

A  ASM Industries investirá 25 milhões de euros na unidade industrial. A APA investirá quatro milhões na construção de 200 metros de cais, que será de uso privativo da empresa. “O cais irá nascer no alinhamento correspondente à frente marítima da ZALI. Serão os primeiros 200 metros, contíguos ao Terminal de Graneis Sólidos, de uma frente com o total de 1 050 metros”, precisou João Pedro Braga da Cruz.

O contrato de concessão é de 25 anos. Por ele, o Porto de Aveiro receberá “a renda da tabela pela ocupação da área portuária, mas com bonificação no início da vida do projecto (8 anos, com o valor das bonificações a convergir progressivamente para zero)” e “uma renda pela utilização do cais” que, no final do contrato, “cobrirá 50% do valor da construção acrescido de um prémio de remuneração do capital”, acrescentou o gestor.

Aveiro tem vindo a crescer como porto de exportação do clustter de fabrico de aerogeradores existente na sua área de influência. O estabelecimento da indústria no interior do porto resolve a questão do transporte desde a fábrica ate ao navio, sempre difícil devido às grandes dimensões da maioria dos componentes.

Além do contrato com a ASM Industries, agora formalizado, “há um outro”, referiu Braga da Cruz, “mas que está a hibernar”.

Noutra frente, porém, no terminal de granéis líquidos, “há duas empresas novas a construir reservatórios para produtos químicos, a RNM e a Quimitécnica”, anunciou o presidente da APA.

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