A ZIM melhorou os resultados financeiros no terceiro trimestre do ano. Os acordos de partilha de capacidade com a aliança 2M deram uma ajuda.

A ZIM registou, de Julho a Setembro, uma ligeira queda nos volumes movimentados, mas conseguiu fechar o período com um lucro líquido de cinco milhões de dólares (4,5 milhões de euros), um cenário bem mais animador do que os 6,6 milhões (5,9 milhões de euros) de prejuízo do período homólogo de 2018.

A companhia israelita transportou 725 mil TEU no terceiro trimestre, uma queda de 0,7% em relação aos 730 mil TEU de há um ano. No entanto, as receitas aumentaram 0,2% no mesmo período,  para 842 milhões de dólares (760 milhões de euros), devido a um aumento de 0,3% no preço médio dos fretes para 1 009 dólares (911 euros) por TEU.

No acumulado de Janeiro a Setembro, a receita da companhia do Médio Oriente foi de 2,47 mil milhões de dólares (2,23 mil milhões de euros), um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. Os volumes transportados caíram 3,5%, para 2,12 milhões de TEU, mas os preços médios do fretes contrariaram a tendência de mercado e aumentaram para 1 007 dólares (909 euros) por TEU, mais 6% do que os 950 dólares (858 euros) por TEU no mesmo período do ano passado.

Os últimos resultados de ZIM parecem mostrar o benefício do acordo de partilha de navios (VSA, na sigla em inglês) que a companhia fez com os parceiros da 2M (Maersk e MSC) no Ásia-Costa Leste dos EUA, em Setembro do ano passado. Durante os primeiros nove meses de 2019, o VSA foi expandido para incluir as rotas Ásia-Mediterrâneo Leste, Ásia-Noroeste dos EUA e Ásia-Costa do Golfo dos EUA.

De acordo com o CEO da ZIM, Eli Glickman, a parceria permite aos clientes da companhia israelita “um portefólio de produtos melhorado, maior cobertura portuária e melhores tempos de trânsito, gerando eficiência de custos ”.

 

Comments are closed.